quarta-feira, 30 de abril de 2008

Lince Ibérico



Estatuto de conservação nacional:

CR (criticamente em perigo) – é o felino mais ameaçado do mundo.

Não existe conhecimento de linces no nosso país por enquanto, mas isto é tudo muito relativo, visto que, este animal é muito difícil de ver ao vivo, já que ele se esconde e poderá haver alguns exemplares no nosso país. No entanto estão a ser feitos esforços para a realização dum projecto que visa um programa de reprodução em cativeiro na Serra de Silves, com colaboração do Parque Doñana (Espanha).

Sofreu uma acentuada regressão, tanto no número de efectivos como na área de distribuição. Considerando a informação mais actual, parece estarmos perante um cenário de pré-extinção.

Em 1988 estimava-se que existiam em toda a Península Ibérica, 1000-1200 exemplares; Dados mais recentes apontam para uma população de apenas 100 exemplares.

Utiliza preferencialmente estruturas em mosaico, seleccionando bosques, matagais e matos densos para abrigo e reprodução, alternando com biótopos abertos para captura de presas.

Alimentação:

O lince é um animal especialista, sendo a sua dieta quase totalmente baseada no coelho bravo (um lince adulto deverá alimentar-se de um coelho por dia). No entanto, quando não há grande abundância de coelhos, os linces procuram roedores, cervídeos, anatídeos e lebres.

Reprodução:

A época de cio ocorre entre Janeiro a Julho; A gestação decorre ao longo de 2 meses, nascendo as crias principalmente em Março e Abril. A ninhada é constituída por 2-4 crias (frequentemente 3), sobrevivendo à fase de aleitamento apenas duas crias por ninhada.

Ameaças:

  • Destruição e fragmentação do habitat favorável;
  • Fragmentação do habitat;
  • Regressão das populações de coelho-bravo;
  • Mortalidade por causas não naturais;
  • Abate ilegal;
  • Atropelamentos;
  • Mortalidade por causas naturais;
  • Diversas patologias.

Palestra

Caros Colegas,

no próximo dia 7 de Maio de 2008, teremos a visita do Senhor Paulo Figueiras, que irá falar sobre animais em Perigo.

Iremos convidar algumas turmas para participar, no entanto, não podemos levar todas as turmas com grande pena nossa.

Apesar de justificarmos as faltas aos participantes nesta palestra, não nos responsabilizamos por quaisquer obrigações escolares para essa hora.

Queremos também agradecer, a todas as pessoas que nos ajudaram para a realização deste trabalho, desde professores, a colegas, responsáveis por os sítios que visitamos. A Vossa ajuda foi muito preciosa para todo o processo do projecto

O grupo

Sara, Lília, Daniela e Duarte

terça-feira, 29 de abril de 2008

Gralha de Bico Vermelho




Estatuto de Conservação: Em Perigo(EN)

A população de gralhas encontra-se muito dispersa por todo território continental.

Nos últimos 10 anos verificou-se uma redução de 50 a 80 % da população portuguesa desta espécie.

A nível nacional não chega aos 500 indivíduos. Estima-se que o núcleo do Gerês contenha cerca de 40 indivíduos, o do Douro Internacional 100-150 casais, o do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros cerca de 100 indivíduos, o do Alvão 6 indivíduos; na zona de Sagres, foram contados apenas cerca de 34 indivíduos.

A gralha alimenta-se de insectos, escaravelhos, gafanhotos, lagartas e larvas, que durante o inverno complementam com sementes e grãos.

Em Portugal, a gralha-de-bico-vermelho nidifica isoladamente ou por vezes em colónias um pouco dispersas. Os ninhos são ocupados pelos mesmos casais todos os anos e o território que circunda o ninho é defendido durante a época de nidificação.
Os machos de gralha-de-bico-vermelha acasalam só com uma fêmea, sendo a relação de duração permanente. O casal mantém-se junto todo o ano, juntando-se por vezes a outros indivíduos para formar pequenos bandos. Ambos os progenitores constroem o ninho e alimentam as crias. Durante a nidificação a fêmea dorme no ninho, e o macho perto deste (normalmente na mesma plataforma ou noutra pouco afastada) até os jovens abandonarem a área de nidificação.

Ameaças:
- O abandono agrícola e do pastoreio extensivo
- O sobrepastoreio afecta a composição e estrutura da vegetação, reduzindo a disponibilidade alimentar.
- A pressão turística que se verifica nas zonas costeiras e montanhosas gera grande perturbação
Humana
- O aumento da utilização de agro-químicos intervém directa e indirectamente nas populações de aves, aumentando a mortalidade e reduzindo a capacidade reprodutiva e diminuindo as populações presa;
- A florestação das terras agrícolas resulta na perda de habitat para a espécie.

Lampreia do Rio




Estatuto de conservação nacional: criticamente em perigo (CR)

Encontram-se na Bacia do Tejo, nas bacias do Douro, Vouga e Sado.

Devido à do habitat ocorreu um grave declínio no número populacional desta espécie.

Gosta de grandes rios de água límpida e bem oxigenada, com fundo de areia ou gravilha.

Quando adulto suga os sangue de peixes.

Reproduz-se em águas doces.
No Outono entra nos rios, desovando entre o mês de Abril e fins de Maio. Para a desova, prefere leitos arenosos mas têm preferência por leitos lamacentos, onde vivem enterradas durante cinco anos, migrando depois para o mar.


Ameaças:
• Interrupção das rotas migratórias devia à construção de barragens e açudes;
• A poluição resultante de descargas efluentes, não tratadas, de origem industrial ou urbana.
• A sobre-exploração dos recursos hídricos.
•A destruição da vegetação existente à beira de cursos de água associada a acções de limpeza das margens.

Cágado de Carapaça Estriada



Estatuto de Conservação: Em perigo (EN)

A sua localização por Portugal é muito dispersa. Existe maior ocorrência nas zonas de planícies alentejanas e na costa algarvia, nomeadamente junto das bacias do rio Guadiana, rio Arade e rio Mira. encontrando-se também nas sub-bacias dos rios Ponsul e Erges.

Esta espécie tem sofrido um declínio durante os últimos 100 anos. Tanto a nível do número de indivíduos como também na sua área de ocupação.

Os cágados preferem habitats de águas doces ou de baixa salinidade, de águas paradas ou de corrente lenta, tais como charcos, albufeiras, rios e ribeiras. Prefere locais com uma boa cobertura de vegetação aquática,que seja pequena nas margens. Prefere habitats pantanosos em vez de habitats com substrato de cascalho.

Ameaças:
- a alteração e destruição de zonas palustres, as capturas intencionais e a introdução de espécies exóticas.
- A drenagem e aterro de zonas húmidas para aproveitamento agrícola, florestal e/ ou urbanístico, leva ao desaparecimento e fragmentação dos habitats desta espécie
-A regularização de sistemas hídricos
- A destruição da vegetação ripícola
- A sobre-exploração dos recursos hídricos
- A extracção de materiais inertes em zonas húmidas
- O pastoreio não controlado
- A construção de empreendimentos hidráulicos e hidroeléctricos
- A poluição resultante de descargas de efluentes não tratados de origem industrial, urbana e de unidades de pecuária
- A crescente procura das zonas húmidas para o estabelecimento de novos centros turísticos
- As capturas ilegais para animais de estimação, fabrico de objectos ornamentais e alimentação

Estrutura de categorias



Animal em perigo sofre alto risco de extinção na natureza.

Animal criticamente em perigo sofre um risco extremamente elevado de extinção num futuro próximo.

Coruja do Nabal




A Coruja-do-nabal encontra-se em perigo. Esta espécie encontra-se dispersa por todas as zonas estuárias de Portugal continental. Sendo o estuário do Sado a principal zona de acolhimento desta espécie. Pensa-se que nos dias de hoje existe cerca de 50 a 250 indivíduos no nosso país. Alimenta-se de pequenos mamíferos, pequenas aves e insectos, que após serem capturados em terra, a predadora voa para um local onde os irá digerir. Os factores que ameaçam as corujas são: o abate ilegal, a colisão com viaturas nas estradas, a colisão ou electrocussão com linhas aéreas de transporte de energia, entre outras causas... PARA PROTEGER ESTA ESPÉCIE É PRECISO: Conservar as áreas de dormida,de refúgio e de alimentação da coruja do nabal.

Águia Imperial


O Duarte sempre foi uma criança muito meiga e calma (um docinho

Estatuto de conservação nacional: criticamente em perigo (CR).

Este animal encontra-se disperso em planícies, planaltos e em vales.

Com a vinda de alguns casais de Espanha aumentou ligeiramente o número de indivíduos desta espécie.

Preferem grandes áreas abertas que lhes proporcionam uma boa visão para que possam voar em busca de presas.

Alimenta-se de pequenas aves, repteis como cobras e pequenos roedores com mais relevo para o coelho.

Nidifica quase exclusivamente em árvores, é uma espécie monogâmica, onde o casal permanece junto para sempre. Podem por até 4 ovos, mas apenas 1 ou 2 sobrevive, o período de incubação dura cerca de 44 dias. Ambos os pais cuidam do seu ninho.

Ameaças:

  • Abate ilegal;

  • A electrocussão e colisão em linhas aéreas;

  • O declínio das suas presas;

  • Envenenamento;

  • Perda e degradação do Habitat;

  • A perturbação nas áreas de nidificação e a instalação de parques eólicos;